Bom dia. Dois brasileiros com menos de 30 anos acabaram de vender a empresa por R$ 30 bilhões para a Capital One, o TikTok inventou um jeitinho americano de continuar chinês, e descobrimos que até fast food fashion custa o olho da cara por aqui. Enquanto isso, a Intel derrete, o Ibovespa celebra, e o mercado finalmente pergunta para as IAs: "cadê o lucro?". Vem ver…
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📩 NO UPDATE DIÁRIO DE HOJE:
💳 Brex vendida por US$ 5,15 bilhões.
🛍 Brasil é caro até para fast fashion.
🤝 TikTok vira empresa americana (mas ainda é chinês).
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Capital One + Brex = plataforma de pagamentos gigante

A Capital One comprou a Brex por US$ 5,15 bilhões — metade do que ela valia em 2022. O mercado não curtiu: ação do banco caiu 3,2% no after hours.
Mas faz sentido para o Capital One. Depois de pagar US$ 35 bi pela Discover no ano passado, agora tem cartões corporativos + software de gestão de despesas em uma plataforma única.
O jogo pelos clientes corporate virou tecnológico, e a Brex entrega isso pronto.
A real: Brex estava queimando US$ 17 mi/mês e tinha caixa até março com base na última informação divulgada.
Raizes brasileiras: Pedro Franceschi e Henrique Dubugras, os dois brasileiros, que fundaram a empresa aos 20 e 21 anos. Anteriormente já tinham fundado (e vendido a Pagar.me para a Stone) Franceschi segue como CEO. Dubugras vai empreender novamente, mas não anunciou detalhes da sua nova empreitada.
Por que isso importa: Dois brasileiros saem do nada e vendem uma fintech por mais de R$ 30 bilhões para um dos maiores bancos dos EUA. Mesmo com o valuation menor que o pico, é o maior negócio de um banco comprando uma fintech no mundo.
Mostra que talento brasileiro bate na porta certa do Vale do Silício — e ainda que para fintechs, vender para um gigante pode ser mais realista que sonhar com IPO quando o dinheiro seca.
Brasil é caro até para fast fashion

A Zara custa 3% a mais aqui que nos EUA. Mas espera só você ver o ajuste pela paridade de poder de compra: 123% mais caro.
Isso coloca o Brasil no 13º lugar no ranking mundial de carestia — competindo com Tailândia, Índia e Marrocos.
Pior: a Shein, que deveria ser a solução barata, também segue o padrão.
Por aqui ela é 100% mais cara que nos EUA (após PPP - “paridade do poder de compra”), fazendo do Brasil o segundo mercado mais caro da chinesa globalmente.
Por que isso importa: Mostra que nem disruptores conseguem escapar das nossas realidades econômicas. Volatilidade cambial, logística complexa, impostos e marcas locais já estabelecidas criam uma barreira que esfria até os players que prometem revolução de preços.
Para o consumidor? Significa que aquele achadinho da Shein que parece barato continua sendo um luxo.
TikTok vira empresa americana (mas ainda é chinês)

O TikTok criou uma joint venture nos EUA para escapar da proibição.
ByteDance fica com 19,9% (abaixo do limite de 20% exigido por lei). Adam Presser (ex-chefe de ops) é o novo CEO.
Silver Lake, Oracle e MGX (fundo de IA de Abu Dhabi) entram como investidores principais. Dados dos usuários americanos vão ficar nos servidores da Oracle.
Por que isso importa: É um jogo de poker regulatório onde ninguém perdeu completamente. TikTok continua operando, ByteDance não sai da jogada, e Trump negociou com a China.
Para os 200 milhões de usuários americanos: a plataforma sobrevive.
Negócios
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Tecnologia
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Brasil & Mundo
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