Bom dia. Buffett encerrou 2025 com quase US$ 400 bilhões em caixa e ainda assim não está comprando nada. "Isso aí não é nada", disse sobre a queda do mercado. Quando o maior investidor do mundo acumula reservas e espera, a mensagem é clara: ele está esperando uma queda muito maior. Tem também combustível de avião 55% mais caro, OpenAI captando US$ 122 bilhões e SpaceX mirando o maior IPO da história.
Pare de aceitar conselhos construtivos de quem nunca construiu nada.
📩 NO UPDATE DIÁRIO DE HOJE:
🛄 Combustível de avião fica 55% mais caro
📊 Buffett não está comprando nada - e isso diz tudo
🚀 O maior IPO da história pode ter um banco brasileiro no meio
🤖 OpenAI levantou R$ 700 bilhões em um único aporte
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Combustível de avião fica 55% mais caro e você vai sentir no bolso

A Petrobras reajustou o querosene de aviação (QAV) em quase 55%. O setor aéreo já esperava por isso já que a guerra no Oriente Médio está pressionando o preço do petróleo. A conta chegou.
O reajuste vale para as 13 refinarias da estatal, com variação entre 53% e 56% dependendo da unidade. Da Petrobras, o combustível vai para as distribuidoras, e das distribuidoras, para as companhias aéreas nos aeroportos.
Por que isso importa: O QAV é um dos maiores custos das aéreas. Um salto de 55% em um mês é expressivo o suficiente para apertar margens e, dependendo de quanto as empresas conseguem absorver, virar reajuste nas passagens. Fique de olho nos preços nas próximas semanas.
Buffett não está comprando nada - e isso diz tudo

O pior trimestre das bolsas americanas em quatro anos não foi suficiente para convencer Warren Buffett a abrir o cofre. Para ele, a queda ainda é pequena demais.
"Desde que assumi a Berkshire, as ações caíram três vezes mais de 50%. Isso aí não é nada", disse à CNBC.
A Berkshire encerrou 2025 com US$ 373 bilhões em caixa. Só essa semana comprou mais US$ 17 bilhões em títulos do Tesouro americano. A reserva só cresce.
Bill Ackman discorda. O gestor da Pershing Square disse que grandes empresas estão sendo negociadas a preços muito baixos e que este é um dos melhores momentos para comprar. Buffett prefere esperar.
O S&P 500 caiu 4,6% no trimestre. O Nasdaq, 7,1%.
Por que isso importa: Quando o maior investidor do mundo acumula quase US$ 400 bilhões em reservas e ainda assim não age, a mensagem é clara: ele está esperando uma queda muito maior. Se e quando Buffett começar a comprar, vai ser o sinal mais confiável de que o fundo chegou.
O maior IPO da história pode ter um banco brasileiro no meio

A SpaceX quer abrir capital em junho. Internamente, o projeto se chama "Apex" — e os números são de outro planeta.
Avaliação estimada: US$ 1,75 trilhão.
Captação esperada: mais de US$ 75 bilhões.
O maior IPO da história até hoje foi o da Saudi Aramco, em 2019, que captou US$ 29 bilhões. A SpaceX quer mais que dobrar esse recorde.
São 21 bancos envolvidos na operação. Os líderes são os suspeitos habituais — Morgan Stanley, Goldman Sachs, JPMorgan. Mas um nome chama atenção na lista: o BTG Pactual.
Por que isso importa: O que vai ser precificado nesse IPO não são os foguetes, é também a Starlink, uma infraestrutura de conectividade que já fatura de verdade. Se der certo, esse IPO não redefine só recordes. Redefine o que uma empresa espacial pode ser.
OpenAI levantou R$ 700 bilhões em um único aporte

US$ 122 bilhões. US$ 852 bilhões de valuation. E um plano para dominar tudo de um lugar só.
A receita já bate US$ 2 bilhões por mês, 4x o ritmo que Google e Meta tinham no mesmo estágio. 40% disso vem de empresas, não de usuários comuns.
Amazon, Nvidia e SoftBank ancoraram o aporte.
O próximo passo: unificar ChatGPT, Codex e seus agentes em um único superapp.
Por que isso importa: O número bilionário chama atenção, mas o dado revelador é o empresarial. Quando 40% da receita já vem de corporações (e crescendo) a OpenAI deixou de ser uma startup de produto de consumo.
Negócios
🚗 Invasão Chinesa: A BYD vendeu R$ 500 milhões em apenas 48 horas no Brasil, consolidando sua meta de liderar o mercado nacional até 2030. Leia mais
⛽ Diesel Brasileiro: A Petrobras traçou o plano para atingir a autossuficiência em diesel até 2031, reduzindo a dependência de importações. Leia mais
🎫 T4F Fechando o Capital: O controlador da Time For Fun quer comprar todas as ações em circulação e tirar a gigante do entretenimento da bolsa. Leia mais
⚖️ M&A e Tributos: O escritório Mattos Filho cresceu 9% impulsionado pela volta das fusões e aquisições e pelo complexo contencioso tributário brasileiro. Leia mais
⚽ Figurinhas de Ouro: A Livraria Leitura espera faturar R$ 140 milhões com o álbum da Copa, provando que o papel ainda tem força no engajamento físico. Leia mais
🏢 Socorro no BRB: O Banco de Brasília (BRB) busca captar até R$ 4 bilhões com outros bancos após o adiamento de seu balanço financeiro. Leia mais
🏥 A Pílula do Bilhão: Eli Lilly recebe aprovação nos EUA para sua pílula de emagrecimento, prometendo revolucionar (e dominar) o mercado de GLP-1. Leia mais
Tecnologia
💬 Slack 2.0: A Salesforce anunciou um banho de loja no Slack com 30 novos recursos de IA para tentar transformar o chat em um verdadeiro centro de produtividade. Leia mais
🚀 Corrida Espacial 2.0: A China desafia abertamente a supremacia dos EUA na exploração lunar, transformando o espaço no novo tabuleiro geopolítico. Leia mais
👼 Startups "Invisíveis": A Spectra levantou R$ 800 milhões focando em investidores-anjo para encontrar startups fora do radar do grande público. Leia mais
📱 Meta sob Fogo: Após ser responsabilizada por danos à saúde mental de adolescentes, o mercado e reguladores discutem: o que muda agora na prática? Leia mais
Brasil & Mundo
🚝 Monotrilho da Copa de 2014 pronto: Com uma década de atraso e trens da BYD, o monotrilho de SP finalmente começa a operar. Leia mais
⚖️ Moraes e Voos: Documentos indicam que o ministro Alexandre de Moraes utilizou aviões de empresa ligada a Vorcaro. Leia mais
🏛️ Pacto do ICMS: Mais de 80% dos estados brasileiros sinalizam adesão à proposta de subvenção do ICMS para equilibrar as contas públicas. Leia mais
⛴️ Tensão em Ormuz: O Irã estuda reabrir o Estreito de Ormuz, mas impõe novas regras que excluem explicitamente a passagem de navios dos EUA. Leia mais
🇺🇸 Trump vs. Irã: Donald Trump afirmou que o Irã pediu um cessar-fogo, mas o governo iraniano apressou-se em negar a informação. Leia mais
De 4 funcionários em BH a R$ 4 bilhões

A maior rede de artigos esportivos do Brasil completa 45 anos — e a história de como ela chegou até aqui é um case clássico de resiliência e leitura de mercado.
Sebastião Bomfim Filho não criou a Centauro por amor ao esporte. Criou porque queria fazer varejo — e viu uma oportunidade onde todo mundo via uma bagunça.
Em 1981, as lojas esportivas eram desorganizadas e sem experiência de compra. Ele apostou no oposto: ambiente premium, boa exposição de produto e atendimento de qualidade. Começou com 4 funcionários no centro de Belo Horizonte.
O que veio depois:
Sobreviveu à hiperinflação dos anos 80 (que chegou a 80% ao mês) e até montou sua própria fábrica de roupas quando as marcas sumiram do mercado
Importou dos EUA o conceito de megaloja esportiva e abriu a primeira em SP em 2000 — 2.400 m² de loja. Entre 2000 e 2010, cresceu 27% ao ano em média
Entrou no e-commerce em 1998, quando quase ninguém ainda confiava em comprar online
Em 2019, fez IPO e fechou parceria com a Nike, que transferiu toda sua operação no Brasil para o grupo
Os números de 2025: R$ 4,1 bi em receita líquida (+13%), margem bruta recorde de 50,3% e R$ 923 milhões só no digital.
Por que isso importa: A Centauro é um dos raros casos brasileiros de varejista que sobreviveu a décadas de instabilidade econômica e ainda virou gigante. Em um ano de Copa do Mundo — o maior gatilho de vendas do setor — o grupo entra em campo como protagonista. E a história do fundador lembra que os maiores negócios do país foram construídos não apesar do caos, mas dentro dele.

Por que aviões coreanos caíam — e o que uma companhia aérea ensinou ao mundo sobre liderança

Entre 1970 e 1999, a Korean Air registrou mais acidentes graves do que qualquer outra grande companhia aérea do mundo. O avião não era o problema.
Os investigadores ouviram as caixas-pretas e encontraram um padrão perturbador: copilotos que percebiam o erro do capitão — e ficavam em silêncio.
Na cultura coreana, questionar um superior é uma transgressão social séria. Dentro de um cockpit, isso se tornava fatal.
A solução foi contraintuitiva: a empresa não trocou os aviões, nem os pilotos. Ela mudou a linguagem e a hierarquia do cockpit.
Inglês passou a ser obrigatório nas comunicações — uma língua neutra, sem os marcadores de deferência do coreano
Copilotos foram treinados não apenas a poder discordar, mas a ser obrigados a fazê-lo em situações críticas
Simuladores passaram a treinar a coragem de questionar, não só a habilidade técnica
O choque foi cultural. Capitães resistiram. Mas a empresa foi direta: ou o desconforto agora, ou o risco depois.
Em menos de uma década, a Korean Air saiu de uma das companhias mais perigosas para uma das mais seguras do mundo.
Por que isso importa: A história da Korean Air virou referência em gestão porque expõe um problema que vai muito além da aviação — ambientes onde hierarquia silencia quem enxerga o erro. Se você lidera uma equipe, vale a pergunta: seu "copiloto" falaria se você estivesse errado?
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Por hoje é isso.
Até o próximo update diário! De segunda a sexta-feira, às 6:10.
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